Informativo de música árabe - Parte 1
No ano passado eu fui ao Egito e acabei conhecendo algumas novidades da música pop egípcia e libanesa. Aproveito então para compartilhar alguns clipes interessantes.
Começando com a Ruby (ou Roubi), cantora egípcia que faz um enorme sucesso por lá. No clipe abaixo ela interpreta canta “Eb´a Abelny”, cercada de motivos faraônicos e tranqueiras do Egito Antigo. Vale perceber como o rebolado da moça é jogo duro, mas ainda assim deve cativar muitos corações já que o taxista que eu peguei por lá me disse que, pela sua religião, ele pode até ver esse videoclipe, mas só não pode gostar.
Em seguida vale a pena conferir o clipe de “Jeet”, da libanesa Carole Samaha. A música foi utilizada numa campanha publicitária da Pepsi (“Pepsi Sea of Stars”) e o product placement no videoclipe transforma a música praticamente num jingle para anunciar o refrigerante e a desenvoltura corporal da moça. Em termos de habilidade no bailado certamente a Carol dá um banho na Ruby.
Outra musa da música pop árabe é a Dina Hayek. No clipe abaixo, “Tebet Alby”, a moça tortura um pobre homem enterrado na areia, joga uma melancia, uma bola, derrama água na cabeça do coitado e fica tudo por isso mesmo. Sem contar a parte do macaco…
E por fim, para quem não conhece, vale a pena descobrir o eterno Mohamed Mounir, cantor máximo da música egípcia. É como se o Roberto Carlos fosse o Elimar Santos (só que com o rosto do Wando). Primeiro vale conferir a sua participação no filme “O Destino”, de 1998. E pensar que eu vi esse no cinema.
E em seguida vale conferir o clipe de “Soutek”, no qual, despojado, Mohamed canta sentado no chão e apoiado numa cadeira da Tok&Stock.
O show dele que vi no Cairo em 2008 foi sensacional, com direito a labaredas de fogo nas laterais do palco e invasão de populares que estavam do lado de fora. Isso até o momento em que a polícia chegou para colocar ordem no recinto. Não foi nada grave perto da polícia de Cagliari arrastando as pessoas no show do Tricky que vi no final do ano passado, mas essa é outra história.