As várias faces do Jpop (parte 1)
Adoro isso dos artistas do jpop mudarem de nome e de estilo de uma hora para outra. O máximo que temos no Brasil é a Wanessa deixando de lado o Camargo ou artista dobrando uma consoante do nome para dar um jeito de fazer sucesso na base da numerologia.
A coisa no Japão parece ser mais complicada e vai além do Dir En Grey largar o estilo visual key para se vestir igual aos X-Men do Brian Singer. Se por um lado isso pode comprometer a base de fãs, essas transformações ajudam a criar uma diversidade impressionante da cena jpop.
Uma das mais recentes mudanças de nome (e de estilo) aconteceu com a Masami Mitsuoka, mais conhecida pela abertura do anime Kateikyoushi Hitman Reborn (ou só “Reborn” para os íntimos):
Em 2009 deu a louca na menina que agora anda por ai com o nome de Mizca. Tenho dúvidas se a mudança de estilo foi para a melhor. O primeiro single da nova fase se chama “Robotics”. Só o cabelo alisado parece ter restado da fase anterior.
No segundo single (“キラキラ☆”) nem o cabelo durou. A dança meio desajeitada e o contraste entre bolas vermelhas e fundo branco faz tudo parecer um comercial da Claro do mundo bizarro.
Por falar em cabelos e penteado, em 2009 a LM.C, outra banda conhecida pelo exotismo capilar, lançou dois singles. O primeiro foi “Punky❤Heart” e o seguno “Ghost+Heart”. O que falta de criatividade para nome de música sobra na evolução dos clipes. O de Punky❤Heart deve ser o clipe mais normal da banda até agora:
Já o clipe de “John”…
Em termos de estranheza, vale ainda lembrar das TiaraGirl. Juro que ainda não entendi. O trio de meninas canta geralmente de braços dados, como se fosse um coral de meninas cantoras de Petrópolis. Uma delas não parece ser lá muito japonesa, o que aumenta o sentimento de não pertencimento.
O clipe é um caso todo especial. Parece que as meninas foram passar um final de semana no Hotel Nikko Tokyo (cujo nome aparece no clipe) e aproveitaram um casamento que estava rolando para gravar um clipe próprio. As cenas de interação com as supostas amigas do trio são a minha nova definição para constrangimento. Achei isso no Emusic.